Era sábado, e o Fabio me perguntou se eu queria ir para a praia no domingo de manhã. E eu disse que sim, que era uma boa idéia, já que tinha sido aniversário da Rita e da Júlia e a gente poderia almoçar na praia.
Depois um belo tombo em casa. Sim! Com meu abrigo novinho... entrei no carro. Quando entramos na BR, o Fabio me disse que faríamos um caminho diferente, que a gente iria por Taquara e depois Maquiné. Tudo bem, iríamos conhecer novos lugares. :)
Chegamos em Taquara, depois em Rolante e finalmente em Riozinho. Bom, depois dali, não havia mais asfalto a RS-239 torna-se uma estrada de chão cheia de pedregulhos. Na subida do morro, perguntamos pela estrada certa. O rapaz foi muito enfático: "fica sempre na principal. Não entra em nenhuma entrada". Como se fosse fácil de saber sem sinalização nenhuma.
Sim, certo que erramos e estávamos indo para o Arroio do Tigre, que não ligava a lugar nenhum. Perdemos um tempo, mas voltamos e pegamos a estrada certa. Chegamos numa casa e perguntamos se estávamos na estrada certa: "Ufa, estamos!".
Alguns quilômetros e vimos que tínhamos que passar por uma parte alagada. Não parecia fundo, depois fomos saber que era um açude que tinha transbordado, um açude cheio de juncos!
Daí fomos com o monza devagar e quando ele foi um pouco adiante... o carro começou a atolar do meu lado... aqueles segundos.... tipo... o que está acontecendo??????!!!!!!!!!!
O carro afundando.... a água entrando.... era desesperador!!!!!!!! Mas o pior estava por vir...
Saímos do carro e tentamos em vão tirá-lo... É não estava dando...
Tiramos a mochila e a câmera e começamos a voltar naquela casa.... o Fabio estava desesperado!!! Sim, meses de trabalho para o deixar o monza certinho e tu vendo todo teu trabalho afundando....
Quando estávamos voltando, um barulho de carro, naquela estrada que mal passava uma viva alma.... era um fuca!
Voltamos correndo e pedimos ajuda... Um dos senhores olhou e disse: "semana passada, um jipe atolou aí e só com trator conseguiu tirar". Super animador? Achar um trator onde????
Um deles ficou com a gente e o outro foi de carro até aquela casa pedir ajuda. Na volta, trouxe um rapaz com um ômega.
Amarramos o monza no fuca, mas não tava dando muito certo e o monza mais se afundava....
Daí eu falei pro fabio olhar o que tinha no porta-mala... e ele foi se abaixar para ver o carro na água... e de repente... cadê a chave?????????????? No porta-malas? Na água? : Z
E quanto a gente mais puxava, pior ficava porque não tinha como virar o volante.
Daí prenderam a corda na outra parte do monza e vieram mais dois senhores de moto para ajudar.
Estávamos em 7 para empurrar. Um dos senhores do fuca, que iam ao hospital ver o pai deles, se molhou um monte!!! E todos se sujaram.
Ufa! conseguimos tirar..... e a chave apareceu na água boiando.... ahhh! A chave! Só teria outra em Porto Alegre!

O rapaz do ômega, o Ricardo, se ofereceu para nos rebocar até Riozinho e nos levou até aquela casa mais próxima. Me emprestaram uma calça e deixamos alguma coisa secando... Lá conhecemos a família do Ricardo, filho da Claudete, que nos contou que tinha passado dificuldade uma vez em Rop Grande, passando frio e fome e a desconfiança das pessoas. Quando ela nos viu, ela não queria que a gente passasse o que eles passaram.
Não tínhamos corda. E o Ricardo conseguiu com os conhecidos deles, mas como a estrada era ruim e tinha subidas a corda arrebentava. Ele tinha uma cabo de freio de mão e uma corrente... e assim já anoitecendo... chegamos na cidade. A Claudete veio no carro e nos trouxe um doce que ela tinha comprado. A gente nem tinha almoçado, só tinha comido uma Pringles.
Essas pessoas tão generosas, nos levaram rebocados até Rolante, porque Riozinho não ia ter nada aberto (nem BB tinha) e a gente sem muito dinheiro.
Ele conseguiu uns contatos de uma autopeças, porque a correia do monza tinha arrebentado e não sabíamos ao certo o que poderia ter estragado também. Bom, tínhamos a correia, mas não as ferramentas. O Ricardo foi atéa casa do mecânico e pediu que ele abrisse a oficina pra nós. O seu João fez também a generosidade de não apenas abrir a oficina no domingo, mas de ajudar a colocar a correia e ver o resto do carro.
Conseguiram colocar e fomos testar.... e graças não apenas a Deus, mas todas as pessoas que nos ajudaram (o pessoal do fuca, das motos e essa família) o carro funcionou perfeitamente!!!!!!!!!!!!!! Mesmo depois de ter entrado um monte de água.
Já tínhamos pensado até em voltar de guincho... todas as possibilidades!
E quanto custaria o serviço do mecânico? Respiramos fundo... eu não tinha mais dinheiro...
20 reais.........................
O Fabio começou a procurar pelos bolsos e achou os 20! Os últimos!!!
E o Ricardo já estava até abrindo a carteira para pagar... realmente inacreditável....
Eles foram até o banco com a gente... e nós agradecemos muito... eu até chorei, porque eu nunca tinha visto tamanha bondade... nos ajudaram a rebocar o carro, nos deram comida, mobilizaram muitas pessoas para nos ajudar e ainda iam pagar para nós caso a gente não tivesse todo o dinheiro.
Eu e o Fabio jantamos uma alaminuta em Rolante.... rapamos os pratos! E voltamos por Santo Antônio da Patrulha... vivinhos e com o monza molhado, mas funcionando!
Às pessoas que nos ajudaram, nós temos muito que agradecer, muito mesmo. Senão fossem todas aquelas pessoas que se sujaram para tentar tirar o carro, ficaríamos ali.
À família que nos emprestou as roupas, também agradecemos a ajuda.
Ao senhor da autopeças e ao seu João, da oficina, que abriram seus estabelecimentos num domingo a noite só temos a agradecer a bondade.
À família do Ricardo, da sua esposa e da Claudete, ficamos eternamente agradecidos e iremos visitá-los assim que pudermos em Gravataí. A generosidade e soliedariedade foram sem medida e certamente nunca serão esquecidos :)
Eu, o Fabio e monza (com todos os seus anos de vida e de histórias) agradecemos!
Eu e o Fabio jantamos uma alaminuta em Rolante.... rapamos os pratos! E voltamos por Santo Antônio da Patrulha... vivinhos e com o monza molhado, mas funcionando!
Às pessoas que nos ajudaram, nós temos muito que agradecer, muito mesmo. Senão fossem todas aquelas pessoas que se sujaram para tentar tirar o carro, ficaríamos ali.
À família que nos emprestou as roupas, também agradecemos a ajuda.
Ao senhor da autopeças e ao seu João, da oficina, que abriram seus estabelecimentos num domingo a noite só temos a agradecer a bondade.
À família do Ricardo, da sua esposa e da Claudete, ficamos eternamente agradecidos e iremos visitá-los assim que pudermos em Gravataí. A generosidade e soliedariedade foram sem medida e certamente nunca serão esquecidos :)
Eu, o Fabio e monza (com todos os seus anos de vida e de histórias) agradecemos!
Impressionante isto! Acostumados com a pressa, a maldade e o egoísmo que encontramos todos os dias, custamos a acreditar que ainda existem pessoas assim - simples, solidárias e bondosas!
ResponderExcluirEu, aqui, estava morrendo de preocupação porque vocês não apareciam! Mas depois de passar pelo sufoco, vocês ficaram com uma bela história!
Realmente, todos os dias nos deparamos com pessoas que sempre querem levar alguma vantagem sobre outras pessoas e com a falta de respeito com o próximo... isso é uma coisa que cada vez que tu vê tu fica muito triste.
ResponderExcluirEsse episódio serviu para lembrar que existem pessoas muito solidárias!
Muito legal o lugar e a estrada! Só não gostei do buraco!
ResponderExcluirMas todos que nos ajudaram foram sensacionais...falavam devagar mas não agiam devagar, muitos não hesitaram em arregaçar as calças e entrar na água acima dos joelhos para empurrar o carro para fora d'agua, só para ajudar...isto mesmo, ninguém tinha segunda intenção ou queria ver problemas...todos queriam ajudar.
Me senti muito feliz com toda situação, quando nos acostumamos a lidar com pessoas que gostam de atrapalhar, encontrar um pessoal tão "na boa" é ótimo.
Em especial agradacimento para o Ricardo e sua família, que nos rebocaram, conseguiram uma autopeças domingo a noite e uma oficina. E ainda se ofereceram para ajudar no que mais fosse preciso.
Gente boa é pouco!
Ainda volto lá, na próxima o buraco não nos pega!
Sem a ajuda de todos seria muito difícil tirar o carro dali.
ResponderExcluirE sem a ajuda da família da Claudete e do Ricardo seria muito difícil voltar a Porto Alegre naquele domingo.
Da próxima vez que nos depararmos com uma poça de água certamente saberemos o que fazer!
Ah e cordas são bem importantes nesse tipo de viagem!
: )
oi adri! legal teu blog.
ResponderExcluirpode deixar que em brave ele estara linkado no meu tb :D
bjao!
Ah sim, mais duas coisas. achei muito legal tu dar dicas de layout no blog e.. como faz para colocar aquela animacao do flickr ali?
ResponderExcluirhehe. bjo!